Reformular site antigo ou fazer um novo: como decidir em Pinhais
Quando o site da empresa começa a incomodar, o diagnóstico costuma ser sempre o mesmo: está feio, está velho, precisa de uma cara nova. Só que a pergunta que interessa é outra: reformular site antigo ou fazer um novo? A aparência é o que menos ajuda a responder. Quem responde é o que está por baixo dela: como as páginas estão organizadas, se alguém consegue editar o conteúdo sem quebrar nada e quanto tempo o telefone de um cliente em Pinhais leva para abrir a página numa conexão comum.
São dois projetos distintos. Reformular site antigo e construir um do zero têm preço, prazo e risco diferentes, e escolher errado sai caro dos dois lados. Quem remenda o que já não tem conserto paga duas vezes pelo mesmo problema. Quem descarta um site saudável joga fora anos de histórico que o Google já reconhecia.
Eros Gomes é designer e criador de sites, mora em Piraquara e atende Pinhais e a região metropolitana de Curitiba. Boa parte dos projetos que chegam até ele não começa em folha em branco: começa num site que já existe, já recebe visita e que ninguém quer simplesmente desligar.
Reformular site antigo ou recomeçar: as cinco perguntas que decidem
A decisão sai de cinco respostas objetivas, não de gosto pessoal. Velocidade no celular, autonomia para editar, cobertura dos serviços que a empresa vende hoje, saúde da base técnica e histórico de busca. Com quatro ou cinco respostas positivas, reformular resolve e custa menos. Com três negativas ou mais, construir de novo sai mais barato que remendar, porque cada correção esbarra num limite que veio com o site.
| O que verificar | Sinal de que dá para reformular | Sinal de que compensa recomeçar |
|---|---|---|
| Velocidade no celular | Abre em poucos segundos numa conexão comum de rua | Demora tanto que o visitante desiste antes da primeira imagem |
| Autonomia de edição | Alguém da empresa troca texto e foto sem chamar ninguém | Qualquer alteração depende de um fornecedor que sumiu |
| Cobertura dos serviços | As páginas falam do que a empresa vende hoje | Metade do site descreve serviço que a empresa nem faz mais |
| Base técnica | Plataforma atualizada, certificado válido, sem aviso de segurança | Tema abandonado, plugins sem atualização, alertas no navegador |
| Histórico de busca | O endereço recebe visita orgânica com alguma constância | Praticamente ninguém chega pelo Google |
Uma ressalva sobre a última linha: site sem visita orgânica não é motivo para trocar de domínio, e sim para trocar o conteúdo. O endereço fica; o que vive dentro dele é que muda.
Os sinais de que o remendo já não resolve
Existe um ponto em que consertar vira mais trabalhoso que refazer, e ele quase nunca é anunciado. Chega devagar. Primeiro é um formulário que parou de enviar. Depois é uma página que ficou lenta e ninguém sabe por quê. Aí alguém tenta corrigir a lentidão, atualiza um plugin, e o menu do celular para de abrir.
Esse padrão aparece bastante em sites montados às pressas há cinco ou seis anos, com um tema comprado, uma dezena de extensões instaladas para resolver problemas pontuais e nenhuma documentação de nada. Cada ajuste mexe numa peça que sustenta outra. A empresa passa a pagar manutenção recorrente para manter o site exatamente como estava.
O segundo sinal é mais silencioso: o site não fala do negócio atual. A empresa mudou de porte, entrou num serviço novo, deixou de atender um segmento, contratou mais gente. O site continua contando a história de 2019. Pesquisas do Sebrae repetem há anos o mesmo retrato entre pequenos negócios brasileiros: a competência existe, mas a comunicação não conta essa competência do jeito certo. Um site desatualizado é a versão mais literal desse descompasso, porque está escrito, público e indexado.
O terceiro sinal é o celular. O Think with Google vem apontando há tempos que boa parte da pesquisa por serviço local acontece no telefone, em pedaços curtos de atenção. Quem pesquisa fornecedor em Pinhais faz isso no intervalo do almoço ou na fila do mercado, com três abas abertas. Página que demora perde a visita antes de mostrar qualquer argumento.
Some a isso o que o Nielsen Norman Group observa há décadas: o julgamento sobre confiar numa página acontece em segundos, antes de qualquer leitura. Layout datado e telefone que não confere derrubam a conversa antes dela começar.
Quanto custa cada caminho e quanto tempo leva
Reformular um site saudável é orçado pelo escopo do que precisa mudar e costuma ficar abaixo de um projeto completo. Construir do zero tem faixa fechada: landing page entre R$ 2.500 e R$ 4.500, site completo entre R$ 4.500 e R$ 7.500. Os prazos vão de 7 a 40 dias conforme o formato, contados sempre a partir da entrega do conteúdo, nunca da assinatura do contrato.
| Caminho | Quando faz sentido | Investimento | Prazo |
|---|---|---|---|
| Ajuste pontual | Site saudável com um problema localizado: velocidade, formulário, uma página nova | Orçado pelo escopo, abaixo de um projeto completo | Dias |
| Landing page estática nova | Empresa que vende um serviço principal e precisa de uma página que converta | R$ 2.500 a R$ 4.500 | 7 a 15 dias |
| Landing page em WordPress | Mesma coisa, com autonomia para a empresa editar sozinha depois | R$ 2.500 a R$ 4.500 | 15 a 30 dias |
| Site completo novo | Vários serviços, portfólio, área de conteúdo e páginas que precisam ranquear separadas | R$ 4.500 a R$ 7.500 | 20 a 40 dias |
Quatro itens ficam fora do valor em qualquer um desses caminhos e viram mal-entendido quando ninguém avisa antes: domínio, hospedagem, certificado de segurança e a configuração de Google Search Console e Analytics. Podem ser orçados à parte. Entra no projeto o SEO técnico da própria página, com títulos, dados estruturados, sitemap, imagens otimizadas e velocidade, além da entrega dos arquivos ao cliente. O escopo detalhado por etapa está na página de criação de sites em Piraquara.
Uma observação sobre a primeira linha da tabela: ajuste pontual só é barato enquanto é pontual. Três ajustes pontuais no mesmo semestre já custaram uma landing page nova, e a empresa continua com o site antigo.
O que se aproveita de um site antigo
Recomeçar não significa apagar. O domínio é o item mais valioso da casa e quase nunca deve mudar: é nele que mora todo o reconhecimento acumulado, incluindo links de parceiros, assinaturas de e-mail antigas e cartões impressos que ainda circulam por aí.
Depois dele vem o conteúdo que teve trabalho para existir. Descrição técnica de serviço, respostas que a equipe comercial já escreveu cem vezes, foto real feita por fotógrafo, depoimento de cliente com nome e cidade, número de registro profissional. Isso migra, às vezes reescrito, mas migra.
Também migram os endereços que já funcionam. Se uma página específica é a que traz visita do Google, o caminho dela merece ser mantido letra por letra no site novo, mesmo que o resto da estrutura mude.
Fica para trás o que nunca ajudou: texto institucional genérico sobre missão e valores, foto de banco de imagem sem relação com o negócio, página de serviço que a empresa parou de oferecer e PDF pesado servindo de catálogo. A regra prática é simples: página que ninguém na empresa consegue explicar para que serve já pode ficar de fora.
Como trocar sem perder o que o Google já reconhece
A parte que mais assusta é a mais controlável. Mantido o domínio, o risco real se resume a um item: endereços antigos que deixam de existir sem apontar para lugar nenhum. Cada URL antiga precisa de um redirecionamento permanente para a página equivalente no site novo, feito antes da virada, não depois de alguém notar a queda.
O levantamento vem primeiro: lista de todas as páginas atuais, marcando quais recebem visita e quais têm link de fora. Página que sai sem equivalente aponta para a seção mais próxima, nunca para a home.
O resto é ordem de operações. O site novo nasce num endereço de teste, é revisado com calma e só ocupa o lugar do antigo quando está pronto. A virada leva minutos e o visitante não vê nada acontecendo. Nas semanas seguintes é normal a busca oscilar enquanto o Google reconhece a nova estrutura, e essa oscilação se acomoda sozinha quando o mapeamento foi bem feito.
O passo a passo da troca sem parar de vender
No projeto que Eros fez para a FS Soluções de Engenharia, posicionamento, identidade visual e site entraram num escopo só, e a ordem das etapas pesou mais no resultado final do que qualquer escolha de tecnologia. Vale o mesmo aqui. Este é o roteiro que costuma encurtar o prazo:
- Levante o que existe antes de decidir qualquer coisa. Lista de páginas, quais trazem visita, quais têm link de fora, onde está hospedado, quem tem a senha do domínio.
- Responda as cinco perguntas da primeira tabela com dados, não com impressão. É delas que sai a decisão entre reformular e recomeçar.
- Defina o que a nova página precisa provar para quem chega sem conhecer a empresa: o que ela faz, para quem, onde atende e por que confiar. Esse recorte é o que separa uma landing page em Pinhais que vende de um panfleto digital.
- Junte o conteúdo antes do desenho. Textos de serviço, fotos reais, depoimentos com autorização, dados de contato conferidos. É esta etapa que trava projeto, sempre.
- Monte o mapa de redirecionamentos ligando cada endereço antigo ao novo, ainda durante a construção.
- Revise no celular antes de aprovar no computador. É de lá que vem a maior parte das visitas, e é lá que os defeitos aparecem.
- Vire o site e acompanhe as primeiras semanas, corrigindo o que aparecer de página não encontrada.
Empresa que chega com os passos 1 e 4 prontos fecha no prazo curto de cada faixa. As que deixam o conteúdo para depois do contrato assinado descobrem no meio do caminho que não têm uma única foto decente da equipe.
Perguntas frequentes
Dá para reformular só o visual e manter o site atual?
Dá, quando a base técnica está saudável: plataforma atualizada, páginas que abrem rápido e alguém conseguindo editar o conteúdo. Nesse caso a reformulação mexe em layout, textos e imagens, e o endereço de cada página continua igual. O problema aparece quando a lentidão vem da própria estrutura. Aí o visual novo esconde o defeito por algumas semanas e ele volta.
Reformular um site antigo sai mais barato que fazer um novo?
Nem sempre. Com base saudável, sim: o trabalho é orçado pelo escopo e fica abaixo de um projeto completo. Quando a estrutura está comprometida, o levantamento do que existe, as correções e os testes somam quase o valor de construir de novo, com a diferença de que o resultado carrega os limites antigos. Peça as duas contas antes de decidir.
A empresa perde as posições que já tinha no Google ao trocar de site?
Não precisa perder, desde que o domínio continue o mesmo e cada endereço antigo aponte para o novo com redirecionamento permanente. O que derruba posição é publicar o site novo e deixar as URLs antigas morrerem em página de erro. Costuma haver oscilação nas primeiras semanas depois da virada, e ela se acomoda quando o mapeamento foi feito direito.
Quanto tempo o site fica fora do ar durante a troca?
O site atual continua no ar do começo ao fim. O novo é construído em endereço de teste e só ocupa o lugar do antigo no dia da virada, o que leva minutos. Fora do ar, na prática, nada. O que muda de um dia para o outro é o que o visitante enxerga.
Domínio, hospedagem e Google Analytics entram no valor da reformulação?
Não entram. Domínio, hospedagem, certificado de segurança e a configuração de Google Search Console e Analytics ficam fora do valor do projeto e podem ser orçados à parte. Entra o SEO técnico da própria página, com títulos, dados estruturados, sitemap, imagens otimizadas e velocidade, mais a entrega dos arquivos do projeto para a empresa.
É hora de sair do WordPress e ir para código estático?
Depende de quem vai mexer no conteúdo depois da entrega. Empresa que publica novidade, obra ou produto toda semana aproveita melhor um WordPress bem mantido. Empresa cujo conteúdo muda duas ou três vezes por ano ganha velocidade e sossego de manutenção com código estático. A pergunta certa não é qual tecnologia é melhor, é qual rotina de atualização a empresa realmente tem.
Conclusão
Reformular site antigo faz sentido quando a base aguenta: página que abre rápido, conteúdo editável, estrutura atualizada e algum histórico de busca já construído. Quando três desses pilares falharam, o remendo só adia a conta. Construir de novo custa de R$ 2.500 a R$ 7.500 conforme o formato, leva de 7 a 40 dias a partir da entrega do conteúdo, e mantém o domínio, o histórico e tudo o que já funcionava.
Se a sua empresa em Pinhais está nessa dúvida e ninguém sabe dizer se o site atual tem conserto, chame no WhatsApp (41) 98812-2525 e vamos olhar juntos o que existe hoje antes de falar em valor fechado.